Ou, como usar seu lado fútil ao seu favor.
Este post é pra compartilhar minha nova unidade de medida de valor. É fútil, mas tem funcionado. E condenem-me ou não, duvido que mulheres do mundo não se dêem agradinhos de vez em quando, tal como comprar sapatos e depois fingir que não compraram para aliviar a culpa.
O fato é que..roubaram meu carro e ele não tinha seguro.
Não estou receptiva à broncas, pulemos esta etapa. Era um carrinho que andava, assim, eu não gostava tanto dele...embora agora, em tempos de Localiza, ele faça falta.
A minha primeira reação foi dar risada. O carro estava lá quando eu o estacionei e na volta, tinha outro carro no lugar. Pegadinha? Piada? Os ETs agora abduzem automóveis? Enquanto meu acompanhante, ciente do meu esquecimento, questionava, insistentemente: "Mas tem certeza que vc parou o carro aqui???" (É o preço que se paga por ter fama de esquecida.)
A segunda reação, foi contabilizar o prejuízo. Descontado o seguro e a franquia de seguro que eu teria pago, reavido o IPVA pago, a conta bateu em 8000 reais. Droga, se foi salário e pouco voando pela janela. O que eu podia ter feito com tal soma?? Viajaria pra onde? Quantos jantares eu comeria feliz?
Aí, me veio a cabeça o fato de que eu tenho uns 50 pares de sapatos. Cada par de sapato, 200 reais - num preço beeem fair, de tal maneira que meu carro valia 40 pares de sapatos. Se o preço do sapato sobe, digamos que, em época de lançamento de coleção de verão, cada par sai uns 300 reais? Daí são menos sapatos. 26,6 pares de sapatos.
Isso falando de Arezzo, Shoestock, né? Se fosse um Jimmy Choo meu pobre carro valeria meia dezena de sapatos.
E aí começou a obsessão. Meu aluguel são 5 pares de sapatos. Poupo 2 pares de sapatos, gasto meio par de sapato por jantar. Show da Madonna = 1 sapato.
Bedito vício necessário e maldita consciência financeira. Vou comprar menos sapatos. Hunf.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Indios, women only e MBA.
Hoje lendo um dos meus feeds eu descobri um novo serviço da Google bem bacana, o Insights. Gastei um tempinho brincando com a ferramenta, vou compartilhar com vcs!
Funciona assim: Vc faz uma busca e o Google te dá a distribuição percentual normalizada das buscas realizadas para as dimensões tempo (desde 2004!) e país. Seguem os resultados das minhas buscas e minhas conclusões.
Pro termo "índio": Palavra escolhida aleatoriamente pro meu primeiro teste. Ficou bem claro que todas as crianças do Brasil recorrem desesperadamente ao Google na época em que precisam fazer trabalhos escolares do dia do Índio.
Tentei um termo mais interessante, do tipo "women only". E o termo que pra gente é sinônimo de diversão e bons momentos teve mais buscas relacionadas no Paquistão (tapa nas minhas expectativas né!!??)com as mulheres mulçumanas buscando encontrar algum espaço por lá.
Busquei um termo mais universal, que fosse igual em qualquer idioma do mundo. MBA!!!
Bom, se a Índia é 100% nas buscas, o Brasil é 4%. É, Gi, acho que vc deve encontrar muito mais indianos bacanas além da moça mega interessante-e-inteligente (o que toda mulher inteligente de verdade quer ser) de Princenton e Bollywood.
O próximo termo foi IBM. China e Índia na cabeça. Bom, onde tem mais internautas tem mais buscas? Fui lá pro Help do Insight. Nem. O índice buscas do termo IBM / buscas de qualquer outro termo nestes países é bem maior que no Brasil mesmo.
Anthropology escrito assim, com h, deu Nepal e Etiópia. Se escrever Antropology deu Filipinas. Xis. Pra stress, o ranking virou Zimbabue e Uganda. (Será que a ferramenta puxa o saco da África?)
Bom, divirtam-se. Como eu disse lá em cima, foi só um post pra compartilhar meia hora de diversão.
Ah, tinha esquecido do link.
http://www.google.com/insights/search/#
Funciona assim: Vc faz uma busca e o Google te dá a distribuição percentual normalizada das buscas realizadas para as dimensões tempo (desde 2004!) e país. Seguem os resultados das minhas buscas e minhas conclusões.
Pro termo "índio": Palavra escolhida aleatoriamente pro meu primeiro teste. Ficou bem claro que todas as crianças do Brasil recorrem desesperadamente ao Google na época em que precisam fazer trabalhos escolares do dia do Índio.
Tentei um termo mais interessante, do tipo "women only". E o termo que pra gente é sinônimo de diversão e bons momentos teve mais buscas relacionadas no Paquistão (tapa nas minhas expectativas né!!??)com as mulheres mulçumanas buscando encontrar algum espaço por lá.
Busquei um termo mais universal, que fosse igual em qualquer idioma do mundo. MBA!!!
Bom, se a Índia é 100% nas buscas, o Brasil é 4%. É, Gi, acho que vc deve encontrar muito mais indianos bacanas além da moça mega interessante-e-inteligente (o que toda mulher inteligente de verdade quer ser) de Princenton e Bollywood.
O próximo termo foi IBM. China e Índia na cabeça. Bom, onde tem mais internautas tem mais buscas? Fui lá pro Help do Insight. Nem. O índice buscas do termo IBM / buscas de qualquer outro termo nestes países é bem maior que no Brasil mesmo.
Anthropology escrito assim, com h, deu Nepal e Etiópia. Se escrever Antropology deu Filipinas. Xis. Pra stress, o ranking virou Zimbabue e Uganda. (Será que a ferramenta puxa o saco da África?)
Bom, divirtam-se. Como eu disse lá em cima, foi só um post pra compartilhar meia hora de diversão.
Ah, tinha esquecido do link.
http://www.google.com/insights/search/#
sexta-feira, 16 de maio de 2008
A curiosidade matou a mulher
Terça fui ver a ópera "O castelo do Barba Azul" no Municipal.
O libreto é inspirado no conto de Charles Perrault, sobre uma donzela que aceita casar-se com um nobre misterioso - o Barba Azul - contra a vontade da família dela.
Ao chegar no castelo do Barba Azul, Judit (a donzela) tem a primeira reação feminina - redecorar.
"Ai, a casa está muito escura e úmida - vamos mudar o castelo"
Barba Azul demonstra uma certa resistência, mas acaba cedendo aos apelos da esposa. E aí começa o drama.
Dona Judit resolve abrir as portas trancadas na casa do marido. E mesmo encontrando coisas assobradoras (sala de tortura, sala de guerra) continua querendo abrir TODAS as portas, não pode ter nenhuma fechada. Sabe aquela coisa feminina de falar inúmeras vezes o "conta tudo" ou "mas o que você está pensando agora?" e o "mas você gostava mais dela do que de mim?" ou o clássico "e ela era bonita?" ou "você está com uma cara estranha... o que você tem?"?? Sim, imagine isso com portas trancadas em uma ópera.
No final, a Judit acaba trancada em uma sala com as outras 4 esposas do Barba Azul.
A moral da ópera é: a curiosidade (e o hábito de redecorar) trancou a mulher em uma sala escura com um marido psicopate e poligâmico.
O libreto é inspirado no conto de Charles Perrault, sobre uma donzela que aceita casar-se com um nobre misterioso - o Barba Azul - contra a vontade da família dela.
Ao chegar no castelo do Barba Azul, Judit (a donzela) tem a primeira reação feminina - redecorar.
"Ai, a casa está muito escura e úmida - vamos mudar o castelo"
Barba Azul demonstra uma certa resistência, mas acaba cedendo aos apelos da esposa. E aí começa o drama.
Dona Judit resolve abrir as portas trancadas na casa do marido. E mesmo encontrando coisas assobradoras (sala de tortura, sala de guerra) continua querendo abrir TODAS as portas, não pode ter nenhuma fechada. Sabe aquela coisa feminina de falar inúmeras vezes o "conta tudo" ou "mas o que você está pensando agora?" e o "mas você gostava mais dela do que de mim?" ou o clássico "e ela era bonita?" ou "você está com uma cara estranha... o que você tem?"?? Sim, imagine isso com portas trancadas em uma ópera.
No final, a Judit acaba trancada em uma sala com as outras 4 esposas do Barba Azul.
A moral da ópera é: a curiosidade (e o hábito de redecorar) trancou a mulher em uma sala escura com um marido psicopate e poligâmico.
terça-feira, 6 de maio de 2008
O teste da cadeira.
Ultimamente parei de postar auto-posts. Então hoje vou inventar uma história.
Imaginem que uma mulher como qualquer uma de vocês, que aos 21 anos amava sex and the city e a cada dia se incomoda mais com a identificação constatada entre ela e aquelas trintonas sem namorado, tem uma sala de estar/jantar/estudar.
Nesta sala, habitam quatro cadeiras dobráveis bem simpáticas, feitas de barras de PVC colorido presos por rebites numa armação de metal. Nem confortáveis demais, nem peças de design, só a simpatia ordinária esperada das peças a la Etna ou Tok Stok.
Uma das quatro cadeiras de ano em ano insiste em soltar os rebites desmantelando-se. A dona das cadeiras sempre leva de volta pra loja para consertar,afinal cadeira custa caro e eles sempre arrumam mesmo.
Acontece às vezes da dona da cadeira esquecer de levar pra consertar. Então o namorado do momento, buscando ser bem intencionado, resolve arrumar a tal da cadeira. Aí que vem o teste da cadeira.
Bom, a princípio, todos são bem intencionados. A diferença é como a boa intenção se manifesta, aí o segredo do teste.
Na minha história que eu inventei agorinha, o primeiro,tentou tirar os rebites na mão com chave-de-fenda. Sei disso pelas marcas ao redor do rebite marcando o plástico. Deve ter passado uma hora cutucando. Fico imaginando como ele ia colocar de volta sem rebitadeira. Depois, animado com a idéia de ganhar pontos com a dona da cadeira ele resolveu pregar com um tubo de pra-quê-prego. Nem pra perguntar pra dona se aquela cola que ela comprou por curiosidade na loja de materias de construção prestava. Bom, as barras não grudaram, o metal ficou arranhado e cheio de casquinhas de cola e como resultado, ficou muito pior do que antes. Depois que ele viu que não ia dar, desencanou da cadeira e passou fingiu não perceber que ele piorou a situação.
O outro foi mega funcional. Cadeira serve pra sentar. Pegou um rolo adesivo de fita isolante preta e sem se fazer de rogado amarrou ao redor das barrinhas em formato de X - mais pragmático impossível. É. Objetivo, de fato. Assinalou 6 X enormes no meio da minha sala que eram impossíveis de ignorar.
Deu uma semana ela arrancou as fitas isolantes, pôs as cadeiras no carro e levou pra loja pra rebitar de novo. O resultado do teste da cadeira está sob avaliação.
Imaginem que uma mulher como qualquer uma de vocês, que aos 21 anos amava sex and the city e a cada dia se incomoda mais com a identificação constatada entre ela e aquelas trintonas sem namorado, tem uma sala de estar/jantar/estudar.
Nesta sala, habitam quatro cadeiras dobráveis bem simpáticas, feitas de barras de PVC colorido presos por rebites numa armação de metal. Nem confortáveis demais, nem peças de design, só a simpatia ordinária esperada das peças a la Etna ou Tok Stok.
Uma das quatro cadeiras de ano em ano insiste em soltar os rebites desmantelando-se. A dona das cadeiras sempre leva de volta pra loja para consertar,afinal cadeira custa caro e eles sempre arrumam mesmo.
Acontece às vezes da dona da cadeira esquecer de levar pra consertar. Então o namorado do momento, buscando ser bem intencionado, resolve arrumar a tal da cadeira. Aí que vem o teste da cadeira.
Bom, a princípio, todos são bem intencionados. A diferença é como a boa intenção se manifesta, aí o segredo do teste.
Na minha história que eu inventei agorinha, o primeiro,tentou tirar os rebites na mão com chave-de-fenda. Sei disso pelas marcas ao redor do rebite marcando o plástico. Deve ter passado uma hora cutucando. Fico imaginando como ele ia colocar de volta sem rebitadeira. Depois, animado com a idéia de ganhar pontos com a dona da cadeira ele resolveu pregar com um tubo de pra-quê-prego. Nem pra perguntar pra dona se aquela cola que ela comprou por curiosidade na loja de materias de construção prestava. Bom, as barras não grudaram, o metal ficou arranhado e cheio de casquinhas de cola e como resultado, ficou muito pior do que antes. Depois que ele viu que não ia dar, desencanou da cadeira e passou fingiu não perceber que ele piorou a situação.
O outro foi mega funcional. Cadeira serve pra sentar. Pegou um rolo adesivo de fita isolante preta e sem se fazer de rogado amarrou ao redor das barrinhas em formato de X - mais pragmático impossível. É. Objetivo, de fato. Assinalou 6 X enormes no meio da minha sala que eram impossíveis de ignorar.
Deu uma semana ela arrancou as fitas isolantes, pôs as cadeiras no carro e levou pra loja pra rebitar de novo. O resultado do teste da cadeira está sob avaliação.
quinta-feira, 27 de março de 2008
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